Lições de toga
Como todos, estive vendo o julgamento dos vagabundos do STF. Penso que são como lições a todos que ainda são razoavelmente jovens e cheios de sonhos. Vamos assistindo àquele festival de mau uso da língua, aquela panfletagem a respeito de coisa nenhuma, aquelas mentes claramente pequenas, submissas a algo que sequer nomeiam, mas que kafkianamente compreendemos, e pensamos: é possível alcançar o que desejamos. A boa intenção e o caráter devem valer algo. Não é possível. Dêe-nos algum tempo. Acreditar em nós mesmos é um pouco como uma última rebeldia, numa época em que os homens que deveriam zelar pelo país o atiram na lama sem que ninguém grite exaltado. Mas há, em meio ao lixo, questões de sociologia, ao menos. Agora sabemos, por exemplo, até onde vai o horizonte intelectual do ministro Dino: Fábio Porchat. Bom, mais ou menos explicado. Com um pouco mais de afinco ele chega aos sonetos do Gregório Duvivier. De fato, pegando as referências, entende-se um homem. No fim das contas é t...